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BRASIL, Sudeste, PETROPOLIS, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Livros, Arte e cultura
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Veneno Urgente

Recebi este texto por e-mail. Duvido muito que a autoria seja do Veríssimo, mas, como me venderam este peixe assim, eu o repasso da mesma maneira. Vale a pena ler até o final.
Aqui está tudo bem. Ainda estou em processo de adaptação à vida de mãe. Tô muito cansada, sem dormir direito há dias, ficando doida com essa menina gritando de madrugada. Sei lá o que é. Uns dizem ser refluxo, outros cólica, mas todos dizem que é normal e que depois dos três meses passa. Ela está se desenvolvendo bem, engordando, está muito bonitinha. Quietinha é uma gracinha. De madrugada não é nada gracinha... Não sei como as pessoas, depois de passarem por todo esse tormento, ainda encaram um segundo filho. É gostar de sofrer. Isabela será filha única mesmo. Ninguém merece bebê aos berros de madrugada. Mas, a vida segue...
***
O Melhor da Terapia
Luis Fernando Veríssimo O melhor da Terapia é ficar observando os meus colegas loucos. Existem dois tipos de loucos. O louco propriamente dito e o que cuida do louco: o analista, o terapeuta, o psicólogo e o psiquiatra. Sim, somente um louco pode se dispor a ouvir a loucura de seis ou sete outros loucos todos os dias, meses, anos. Se não era louco, ficou.
Durante quarenta anos, passei longe deles. Pronto, acabei diante de um louco, contando as minhas loucuras acumuladas. Confesso, como louco confesso, que estou adorando estar louco semanal. O melhor da terapia é chegar antes, alguns minutos e ficar observando os meus colegas loucos na sala de espera. Onde faço a minha terapia é uma casa grande com oito loucos analistas. Portanto, a sala de espera sempre tem três ou quatro ali, ansiosos, pensando na loucura que vão dizer dali a pouco. Ninguém olha para ninguém. O silêncio é uma loucura. E eu, como escritor, adoro observar pessoas, imaginar os nomes, a profissão, quantos filhos têm, se são rotarianos ou leoninos, corintianos ou palmeirenses. Acho que todo escritor gosta desse brinquedo, no mínimo, criativo. E a sala de espera de um "consultório médico", como diz a atendente absolutamente normal (apenas uma pessoa normal lê tanto Paulo Coelho como ela), é um prato cheio para um louco escritor como eu. Senão, vejamos: Na última quarta-feira, estávamos:
1. Eu 2. Um crioulinho muito bem vestido, 3. Um senhor de uns cinqüenta anos e 4. Uma velha gorda. Comecei, é claro, imediatamente a imaginar qual seria o problema de cada um deles. Não foi difícil, porque eu já partia do principio que todos eram loucos, como eu. Senão, não estariam ali, tão cabisbaixos e ensimesmados. 2. O pretinho, por exemplo. Claro que a cor, num país racista como o nosso, deve ter contribuído muito para levá-lo até aquela poltrona de vime. Deve gostar de uma branca, e os pais dela não aprovam o namoro e não conseguiu entrar como sócio do "Harmonia do Samba". Notei que o tênis estava um pouco velho. Problema de ascensão social, com certeza. O olhar dele era triste, cansado.Comecei a ficar com pena dele. Depois notei que ele trazia uma mala. Podia ser o corpo da namorada esquartejada lá dentro. Talvez apenas a cabeça. Devia ser um assassino, ou suicida, no mínimo. Podia ter também uma arma dentro. Podia ser perigoso. Afastei-me um pouco dele no sofá. Ele dava olhadas furtivas para dentro da mala assassina. 3. E o senhor de terno preto, gravata, meias e sapatos também pretos? Como ele estava sofrendo, coitado. Ele disfarçava, mas notei que tinha um pequeno tique no olho esquerdo. Corno, na certa. E manso. Corno manso sempre tem tiques. Já notaram? Observo as mãos. Roía as unhas.Inseguranç a total, medo de viver. Filho drogado? Bem provável. Como era infeliz esse meu personagem. Uma hora tirou o lenço e eu já estava esperando as lágrimas quando ele assoou o nariz violentamente, interrompendo o Paulo Coelho da outra. Faltava um botão na camisa. Claro, abandonado pela esposa. Devia morar num flat, pagar caro, devia ter dívidas astronômicas. Homossexual? Acho que não. Ninguém beijaria um homem com um bigode daqueles. Tingido. 4) Mas a melhor, a mais doida, era a louca gorda e baixinha. Que bunda imensa. Como sofria, meu Deus. Bastava olhar no rosto dela. Não devia fazer amor há mais de trinta anos. Será que se masturbaria? Será que era esse o problema dela? Uma velha masturbadora? Não! Tirou um terço da bolsa e começou a rezar. Meu Deus, o caso é mais grave do que eu pensava.Estava no quinto cigarro em dez minutos. Tensa. Coitada. O que deve ser dos filhos dela? Acho que os filhos não comem a macarronada dela há dezenas e dezenas de domingos. Tinha cara também de quem mentia para o analista. Minha mãe rezaria uma Salve-Rainha por ela, se a conhecesse.
Acabou o meu tempo. Tenho que ir conversar com o meu psicanalista. Conto para ele a minha "viagem" na sala de espera. Ele ri, ..... ri muito, o meu psicanalista, e diz: - O Ditinho é o nosso office-boy.
- O de terno preto é representante de um laboratório multinacional de remédios lá no Ipiranga e passa aqui uma vez por mês com as novidades.
- A gordinha é a Dona Dirce, minha mãe.
- E você, não vai ter alta tão cedo...
Escrito por Flávia Rocha às 17h27
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O ladrão
Numa madrugada qualquer, um ladrão entra pelo quintal de uma casa e começa, em silêncio a arrombar a porta dos fundos. Logo no início, escuta uma voz sussurrando: - Jesus tá te olhando! O ladrão se assusta, olha para os lados (na penumbra), mas não vê nada. Segue tentando arrombar a porta e escuta novamente a voz: - Jesus tá te olhando! Meio incrédulo, mas com a certeza de ter escutado a frase, olha novamente ao seu redor e nada. Quando reinicia sua 'tarefa', ouve novamente a voz: - Jesus tá te olhando!!! Desta vez, ele percebe de onde vem a voz e acende a lanterna, iluminando um canto da área de serviço e ele vê um papagaio na gaiola e já aliviado, pergunta: - Ah... é você o Jesus? E o papagaio responde: - Não. Eu sou o Judas. - Judas??? E quem é o louco que bota o nome de Judas em um papagaio? - O mesmo que botou o nome de Jesus no Pitbull
Escrito por Flávia Rocha às 21h40
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Escrito por Flávia Rocha às 17h57
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As tiriricas

Texto recebido por e-mail, de autoria de Luciano Pires (mais textos deles no link de outros sites). É muito sério sério o que ele diz. Vou ficar atenta.
*/*
Cerca de vinte anos atrás tive o privilégio de conviver com Orlando Villas Boas enquanto trabalhei num livro sobre ele e seu irmão Cláudio. Passei muitas horas em sua casa, abrindo caixas e envelopes, revendo fotos e documentos e ouvindo histórias e mais histórias de um dos brasileiros mais importantes de todos os tempos. Orlando era uma figura fascinante. Seu delicioso senso de humor e memória prodigiosa hipnotizavam a todos com as histórias dos anos em que permaneceu nas selvas brasileiras como indigenista. Os irmãos Villas Boas tornaram-se respeitados no mundo todo e deixaram um legado precioso para o Brasil. Quando Orlando faleceu os índios perderam um pai. E ganharam dezenas de padrastos.
Escrevo estas linhas no calor das discussões sobre a demarcação das terras indígenas na fronteira entre o Brasil e a Venezuela. E em meio ao bate-boca, me lembrei especialmente de uma das conversas com Orlando, quando lhe perguntei do interesse que estrangeiros teriam sobre as regiões demarcadas para os índios. O velho sertanista contou que havia muitos anos o fluxo de estrangeiros na região era intenso. Que dezenas de “pastores”, com a desculpa de realizar trabalhos humanitários, estavam mapeando nossas riquezas. Em determinado momento ele disse mais ou menos assim: “Luciano, sabe o que vai acontecer? Esses ‘pastores’ vão levar jovens índios para o exterior. Vão educá-los e formá-los para que sejam os novos líderes em suas tribos. E quando retornarem ao Brasil esses líderes começarão a requisitar novas terras e a se organizar. Conseguirão demarcar reservas gigantescas e logo formarão uma ‘nação’ que pedirá sua independência. E a ONU reconhecerá essa independência. E então eles terão toda facilidade para negociar as riquezas com os ‘pastores’ que os educaram.” Ouvi isso mais de vinte anos atrás, mas fiquei tranqüilo. Afinal, quem me contava era Orlando Villas Boas. Alguém haveria de ouvi-lo. Ele tinha trânsito no governo, respeitabilidade e credibilidade. Jamais passou por minha cabeça que Orlando, como tantos outros, era considerado por quem detinha poder como “apenas um técnico”. Não tinha mais força política para se fazer ouvir e provocar mudanças reais. Não estava incluído nos círculos “estratégicos”do poder. Quem o ouvia, quem o respeitava, quem o admirava não tinha poder. Orlando era apenas um conselheiro...
Mais de duas décadas depois suas previsões chegam perigosamente próximas da realidade. Um grupo de pessoas contaminado por uma perigosíssima mistura de ideologia com comércio – não se sabe bem qual a serviço de qual - está mudando o Brasil. Nas mãos desse grupo temas como ecologia, pesquisas com células-tronco, controle populacional, erradicação da miséria, educação, energia alternativa, liberdade religiosa, integração racial e tantos outros assuntos importantes são ferramentas para conquista ou manutenção do poder.
Esse grupo tem voz ativa. Pauta a mídia. Manipula a opinião pública.
E quando isso acontece, dá no que dá: os técnicos, como Orlando Villas Boas, só são ouvidos se servirem aos objetivos do tal grupo. Então são exibidos como ícones, como os sábios que tranqüilizam e mostram o acerto das políticas e estratégias adotadas. Mas se não servirem, são tratados com falsa reverência, homenageados, aparentemente respeitados e isolados. A sabedoria de suas palavras vai-se com Pôlo, o deus indígena do vento. E ficam as Tiriricas, as deusas indígenas da raiva, do ódio e da vingança. E aí é isso que você está assistindo.
Escrito por Flávia Rocha às 15h37
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Feliz Dia dos Namorados

O que realmente falta no mundo é amor. Quem tem amor não mata, não rouba, não mente, não subjuga... Só o amor pode transformar e nos fazer transceder. Ame sempre. Imoderadamente.
Escrito por Flávia Rocha às 14h42
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Promoção Mercadão de Madureira

Não resisti, tinha que publicar isso! ô, maldade! hahaha
Escrito por Flávia Rocha às 17h58
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Texto sobre o MSN
Olá, recebi este texto por e-mail, achei muito interessante e resolvi publicar. Aqui está tudo bem, estou sem dormir, ter neném em casa com cólica é cruel... Mas dizem que isso passa... O jeito é acreditar... Até a próxima!
***
'Sempre odiei o que a maioria das pessoas fazem com os seus MSN's. Não estou falando desta vez dos emoticons insuportáveis que transformaram a leitura em um jogo de decodificação, mas as declarações de amor, saudades, empolgação traduzidas através do nick. O espaço 'nome' foi criado pela Microsoft para que você digite O NOME que lhe foi dado no batismo. Assim seus amigos aparecem de forma ordenada e você não tem que ficar clicando em cima dos mesmos pra descobrir que 'Vendo Abadá do Chiclete e Ivete' é na verdade Tiago Carvalho, ou 'Ainda te amo Pedro Henrique' é o MSN de Marcela Cordeiro. Mas a melhor parte da brincadeira é que normalmente o nick diz muito sobre o estado de espírito e perfil da pessoa. Portanto, toda vez que você encontrar um nick desses por aí, pare para analisar que você já saberá tudo sobre a pessoa...
'A-M-I-G-A-S o fim de semana foi perfeito!!!' acabou de entrar. Essa com certeza, assim como as amigas piriguetes (perigosas), terminou o namoro e está encalhadona. Uma semana antes estava com o nick 'O fim de semana promete'. Quer mostrar pro ex e pros peguetes que tem vida própria, mas a única coisa que fez no fim de semana foi encher o rabo de Balalaika, Baikal e Velho Barreiro e beijar umas bocas repetidas. O pior é que você conhece o casal e está no meio desse 'tiroteio', já que o ex dela é também conhecido seu, entra com o nick 'Hoje tem mais balada!', tentando impressionar seus amigos e amigas e as novas presas de sua mira, de que sua vida está mais do que movimentada, além de tentar fazer raiva na ex.
'Polly em NY' acabou de entrar. Essa com certeza quer que todos saibam que ela está em uma viagem bacana. Tanto que em breve colocará uma foto da 5ª Avenida no Orkut com a legenda 'Eu em Nova York'. Por que ninguém bota no Orkut foto de uma viagem feita a Praia-Grande - SP?
'Quando Deus te desenhou ele tava namorando' acabou de entrar. Essa pessoa provavelmente não tem nenhuma criatividade, gosto musical e interesse por cultura. Só ouve o que está na moda e mais tocada nas paradas de sucesso. Normalmente coloca trechos como 'Diga que valeuuu' ou 'O Asa Arreia' na época do carnaval.
'Por que a vida faz isso comigo?' acabou de entrar. Quando essa pessoa entrar bloqueie imediatamente. Está depressiva porque tomou um pé na bunda e irá te chamar pra ficar falando sobre o ex.
'Maria Paula ocupada prá c**' acabou de entrar. Se está ocupada prá c**, por que entrou cara-pálida? Sempre que vir uma pessoa dessas entrar, puxe papo só pra resenhar; ela não vai resistir à janelinha azul piscando na telinha e vai mandar o trabalho pro espaço. Com certeza.
'Paulão, quero você acima de tudo' acabou de entrar. Se ama compre um apartamento e vá morar com ele. Uma dica: Mulher adora disputar com as amigas. Quanto mais você mostrar que o tal do Paulão é tudo de bom, maiores são as chances de você ter o olho furado pelas sua amigas piriguetes.
'Marizinha no banho' acabou de entrar. Essa não consegue mais desgrudar do MSN. Até quando vai beber água troca seu nick para 'Marizinha bebendo água'. Ganhou do pai um laptop pra usar enquanto estiver no banheiro, mas nunca tem coragem de colocar o nick 'Marizinha matriculando o moleque na natação'.
' < . ººº< . ººº< / @ || e $ $ ! || |-| @ >ªªª . >ªªª >' acabou de entrar. Essa aí acha que seu nome é o Código da Vinci pronto a ser decodificado. Cuidado ao conversar: ela pode dizer 'q vc eh mtu déixxx, q gosta di vc mtuXXX, ti mandá um bjuXX'.
'Galinha que persegue pato morre afogada' acabou de entrar. Essa ai tomou um zig e está doida pra dar uma coça na piriguete que tá dando em cima do seu ex. Quando está de bem com a vida, costuma usar outros nicks-provérbios de Dalai Lama, Lair de Souza e cia.
'VENDO ingressos para a Chopada, Camarote Vivo Festival de Verão, ABADÁ DO EVA, Bonfim Light, bate-volta da vaquejada de Serrinha e LP' acabou de entrar. Essa pessoa está desesperada pra ganhar um dinheiro extra e acha que a janelinha de 200 x 115 pixels que sobe no meu computador é espaçopublicitário.
'Me pegue pelos cabelos, sinta meu cheiro, me jogue pelo ar, me leve pro seu banheiro...' acabou de entrar. Sempre usa um provérbio, trecho de música ou nick sedutores. Adora usar trechos de funk ou pagode com duplo sentido. Está há 6 meses sem dar um tapa na macaca e está doida prá arrumar alguém pra fazer o servicinho.
'Danny Bananinha' acabou de entrar. Quer de qualquer jeito implacar um apelido para si própria, mas todos insistem em lhe chamar de Melecão, sua alcunha de escola. Adora se comparar a celebridades gostosas, botar fotos tiradas por si mesma no espelho com os peitos saindo da blusa rosa. Quer ser famosa. Mas não chegará nem a figurante do Linha Direta.
Bom é isso, se quiserem escrever alguma mensagem, declaração ou qualquer coisa do tipo, tem o campo certo em opções 'digitem uma mensagem pessoal para que seus contatos a vejam' ou melhor, fica bem embaixo do campo do nome!! Vamos facilitar!!!!' (AUTORIA DESCONHECIDA)
Escrito por Flávia Rocha às 17h53
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Nasceu!
Olá, vou postar rapidinho, pois ainda não posso ficar muito tempo sentada, não tirei os pontos. Minha filha nasceu no dia 19 de maio, às 20h32, no Hospital da Unimed em Petrópolis, pesando 2.820kg e medindo 45cm. Foi corrido, minha pressão atingiu níveis estratosféricos, fui parar no CTI, ela teve alta antes de mim... Fiquei um caco. Pensei, que era muita sacanagem morrer no exato momento em que a minha vida estaria começando, mas Deus não me carregou, pelo menos desta vez. Agora estou bem, medicada, em casa, curtindo o maior tesouro que a vida poderia me dar: minha filha Isabela. Meu marido foi quem segurou a barra. O que só serviu para reforçar o meu carinho, amor e paixão por ele. São essas porradas que a vida nos dá, que nos fazem acordar para o que realmente importa: dar todo o afeto a quem nós amamos enquanto estamos caminhando juntos.
Bem, eu vou postar agora só depois que tirar os pontos (nesta quinta, dia 5). Minha filha é linda, estou no auge da babação. É muito gostoso ter um bebê dentro de casa. Só é ruim de noite, com ela chorando e eu querendo (e precisando) dormir. Mas dizem que o primeiro mês é o mais difícil, depois tudo se encaixa. Ela está mamando direitinho, tenho bastante leite. Agora é me adaptar a minha nova função: mãe.
Escrito por Flávia Rocha às 13h15
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Olá amigos, venho explicar o motivo do meu sumiço. Como vocês sabem eu estou no final da minha primeira gestação. E meio que deu uma ziquezira. A pressão descontrolou, estou retendo líquido além do limite aceitável, tenho tido taquicardia, ou seja, o trem complicou. Mas estou tendo acompanhamento médico, estou medicada, as malas estão arrumadas, permaneço em total e absoluto repouso, me alimento com comida de doente (tudo sem sal, bleargh) e estou tentando segurar essa menina aqui dentro por mais duas semanas, pelo menos.
Então, não tem como ficar na internet muito tempo, não tenho nem escrito e-mail direito. Tenho mesmo ficado quieta, obedecendo as orientações médicas. Não vou por a minha vida e a vida da minha filha em risco desnecessariamente. Mas conto com vocês para meu breve retorno.
Estou meio chateada, tinha me programado psicologicamente para ter um parto normal, sem neuras e vou ter que fazer cesariana. Mas, dizem que parto bom é aquele que conseguimos fazer. Que seja. Então, momentaneamente, ficarei sem postar. Mas é por pouco tempo. Assim que minha filha estrear no mundo, eu aviso a vocês. Grande abraço e a gente se vê em breve.
Escrito por Flávia Rocha às 11h31
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Escrito por Flávia Rocha às 21h55
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Sobre o caso Nardoni

Eu já tinha prometido a mim mesma que não falaria neste assunto aqui no blog. Mas as coisas ultrapassaram todos os limites do bom senso e não posso mais deixar de expressar minha opinião. Quando surgiu esta história da menina que caiu do prédio em que morava, meu sexto sentido já tinha me avisado que iam encher o saco com esta história em todos os noticiários... Dito e feito. Se não me engano, já tem mais de um mês que sou obrigada a ouvir e ver chamadas sensacionalistas a respeito.
Muitos de vocês vão me achar uma criatura fria, má até. Mas, por vício da profissão de jornalista, mesmo sem exercê-la, acabo tendo uma visão diferenciada. Então, analisemos friamente a situação: tá, foi triste e cruel a forma como esta criança foi morta. Mas em todo o mundo, diariamente, milhares de crianças são mortas e ninguém fala nada. Fome, falta de saneamento básico, doenças absurdas de existirem em pleno terceiro século, entre outros disparates, pipocam sob nossos olhos e ninguém age, ninguém procura mudar o panorama.
Outra coisa: acho uma tremenda palhaçada aquele povo em frente a casa dos Nardoni, gritando "justiça". Esse mesmo povo, tão piedoso, tão cheio de compaixão pela menina que morreu, é o mesmo povo que vota nesses politicozinhos de meia pataca, que vende seu voto por um saco de cimento, que lava a calçada desperdiçando água enlouquecidamente, que joga lixo nos rios, que se receber um real a mais de troco, fica rindo e não o devolve e por aí vai...
Quem é que pode, com a consciência tranqüila, atirar a primeira pedra em quem quer que seja, pelo motivo que for? Todo mundo tem um dedo podre. Ou então um chulezinho. Ninguém é perfeito. Ninguém. Nem mesmo a Sandy.
E enquanto ficam interessadíssimos na vida alheia, eu pergunto: daqui há um ano, que importância esta história terá na minha vida? Na sua? O que vai alterar o futuro do país por causa disso? Eu mesma respondo: NADA. Ao invés de ficarmos que nem um bando de bestas nos entupindo de fofoca inútil, seria muito mais proveitoso sabermos o que está se passando no cenário político atual. Afinal de contas, este ano, caso alguém tenha esquecido, é ano de eleições municipais. Isso sim é importante. Isso sim nos afeta diretamente. Isto sim acarreta mudanças sérias em nosso futuro próximo.
Mas, de acordo com o juiz que está a frente do caso Nardoni, aquele circo todo é que é o ó-do-borogodó do momento. Inclusive, caso vocês não tenham reparado, como isso é muitíssimo importante, foram designados não sei quantos policiais para levar o casal para a cadeia. Nunca vi tanto policial junto. Nem quando a Polícia Federal desmancha aquelas quadrilhas imensas, como na operação Pasárgada. Com tanto traficante solto por aí, com tanta violência gratuita, com tanta boca de fumo infernizando vizinhanças pacíficas, com tanto marginal enchendo o saco de trabalhador, o importante é fazer farol em cima de um casal que fez o que fez? Acho que está mais do que na hora de avaliarmos nossas prioridades. Do jeito que está fica complicado. Desanima, sabe? É muito sensacionalismo pro meu gosto. Pra mim não dá.
Escrito por Flávia Rocha às 16h07
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Escrito por Flávia Rocha às 13h13
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Dói na alma...

Escrito por Flávia Rocha às 17h07
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Para refletir

*HISTÓRIA INTERESSANTE...*
- Doutor, o senhor terá de me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê ainda não completou um ano e estou grávida novamente. Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas num espaço grande entre um e outro.
E então o médico perguntou:
- Muito bem. E o que a senhora quer que eu faça?
A mulher, já esperançosa, respondeu:
- Desejo interromper esta gravidez e conto com a ajuda do senhor.
O médico então pensou um pouco e depois do seu silêncio, disse a mulher:
- Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema. E é menos perigoso para a senhora.
A mulher sorriu, acreditando que o médico aceitaria seu pedido. E então ele completou:
- Veja bem, minha senhora, para não ter de ficar com os dois bebês de um vez, em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, o outro poderá nascer. Se o caso é matar, não há diferença para mim entre um e outro. Até porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não correrá nenhum risco.
A mulher apavorou-se e disse:
- Não doutor! Que horror! Matar um criança é um crime!
O médico sorriu e, depois de algumas considerações, viu que a sua lição surtira efeito. Convenceu a mãe que não há menor diferença entre matar a criança que nasceu e matar uma ainda por nascer, mas já viva no seio materno.
**O CRIME É EXATAMENTE O MESMO.**
* *Aborto é crime...*
Passe adiante esta idéia, quem sabe essa pequena história possa mudar o destino de muitas crianças.
Escrito por Flávia Rocha às 10h02
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Escrito por Flávia Rocha às 10h19
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