Veneno Urgente


10/02/2013


Sobre beber do copo de estranhos

Este recadinho é para quem vai sair no carnaval - seja meu sobrinho, amigo, primo, conhecido, não importa. NÃO beba, em hipótese NENHUMA de copo de desconhecido, conhecido, recém melhor amigo, seja ele gente fina, gente boa, irmão do peito, brother, etc e tal. A gente nunca tem certeza do que pode ter dentro da bebida. NÃO ACEITE BEBIDA DE ESTRANHOS. Seja ela alcoólica ou não. Cuidado com o seu copo. Cuidado com o copo que você está segurando. Isso é muito sério e sua vida pode depender disso. A gente nunca acha que este tipo de situação pode acontecer conosco. Mas acredite: acontece. E a experiência não é nada, nada feliz.

***

Digo isto porque aconteceu comigo. E eu não era nenhuma adolescente. Tinha 27 anos e me julgava imune a este tipo de evento. Estava passando o Carnaval em Ouro Preto. Logo eu, mega careta. Aquele que NUNCA, sequer, cheirou loló na vida. Aquela que nunca fumou maconha porque tinha medo de se viciar. Aquela que não anda de moto porque tem medo de morrer, afinal de contas, o pára-choque da moto é a cabeça da gente...

Pois é, estava eu lá no último dia de folia (eu acho que foi na terça feira, não tenho mais certeza, afinal já se passaram nove anos), o bloco era cedo, uma garota, com a cara mais normal do mundo me ofereceu um gole da bebida dela. Depois de eu ter bebido bastante ela me disse, como se fosse a coisa mais corriqueira da face da terra que tinha colocado 3 comprimidos de LSD dentro da bebida. Como eu já estava bêbada, não entendi direito. Mas, graças a Deus e aos meus amigos espirituais, estava acompanhada de uma amiga da minha irmã que foi meu anjo da guarda naquele dia. 

Graças a ela, eu não fui estuprada, assassinada, violada, roubada, e tantas outras atrocidades que a mente humana é capaz de fazer com alguém fora de si. A viagem a qual eu fui forçada a fazer não foi nada legal. Eu vi bicho. Eu vi a morte de perto. Acredite. Isso não é exagero. De verdade, eu não sei como tem gente que, em sã consciência, toma este tipo de substância alucinógena para sentir aquele tipo de sensação apavorante. Lembro de um garoto dizendo que a viagem depende do estado de espírito da pessoa. Eu só lembro de mim tremendo, pensando que eu voltaria para casa dentro de um caixão e imaginando a cara da minha mãe ao ver aquela cena.

Já imaginou o que é isso pra uma mãe? Enviar suas filhas pra uma festa, acreditando que tudo vai correr bem, que elas usarão o bom senso que durante uma vida inteira ela cansou de ensinar e, numa manhã, num gesto infeliz, a filha mais velha, a que supostamente deveria dar um bom exemplo, cai numa cilada desta? Vergonhoso, lamentável, deplorável mesmo...

Mas, como tudo na vida tem seu lado positivo. Coisas que só Deus, mesmo, pode explicar...

Depois desse medo todo. Eu fiquei sendo resguardada pelas meninas da república Koxixo (a elas, minha eterna gratidão e carinho). Cada hora tinha uma tomando conta de mim, depois desse estágio, veio a euforia, eu fiquei fora de mim, ficou perigoso. Graças a Deus, e a essas boas meninas, que gentilmente zelaram pela minha vida, eu acabei conhecendo um rapaz que viria a ser meu futuro marido. Mas isso é uma outra história, para outro post... Beijo e até amanhã.

Escrito por Flávia Rocha às 22h58
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